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agosto 18, 2020
fevereiro 21, 2017
dezembro 12, 2016
abril 08, 2015
As primeiras agregações de células são, à partida, um facto de associação na luta?
autoridade e servilismo caminham sempre de mão dada - hábito de submissão que bem conhecemos nos nossos contemporâneos...
março 10, 2013
Também é frequente deliberarmos que naquele (outro) tempo é que era
(…) uma altura
em que muitos europeus acreditavam que existia qualquer formula infalível para
a realização de um multicentenário sonho de total e feliz desenvolvimento
individual na liberdade e no progresso, e em que o século XIX expôs perante os
olhos de milhões a sua prosperidade multifacetada e ilusória e criou a sua
miragem de conforto, segurança e felicidade para cada um e para todos, e tudo a
preços acessíveis e a crédito.
“A ponte sobre o Drina” (pp. 202), Ivo Andrić.
Tradução de Lúcia e Dejan Stanković. Cavalo de Ferro.
Pretender que
um grupo de indivíduos, mesmo os mais inteligentes e os mais bem-intencionados,
sejam capazes de se tornar a ideia, a alma, a vontade dirigente e unificadora
do movimento revolucionário e da organização económica do proletariado de todos
os países, é uma tal heresia contra o senso comum e contra a experiência
histórica que nos perguntamos, com espanto, como é que um homem tão inteligente
como Marx pode tê-lo concebido.
Bakunine, (“Oeuvres” - 1872) In “História do Anarquismo”
(pp.255), Jean Préposiet. Tradução de Pedro Elói Duarte. Edições 70.
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fevereiro 24, 2013
Nas asas da Abdicação
Todas as
ideologias, todas as concepções do mundo, sem excepção, se caracterizam pela
intolerância. Todas são criadas por um certo grupo social para si próprio ou para
um outro grupo, mas todas se outorgam o direito de serem válidas para toda a
gente. Basta olharmos à nossa volta, basta olhar para trás, longe ou perto.
"terno Bárbaro", Bohumil
Hrabal. Tradução de Ludmila Dismánova. Teodolito.
dezembro 09, 2012
“Por mais que reine, o povo soberano nunca governa”
It's life, John, but not as we know it.
«Os libertários foram os únicos que compreenderam que
o princípio de autoridade não perdeu nada da sua força – muito pelo contrário –
em democracia. (…) De facto, o poder democrático tem um efeito duplo. Por um
lado, ao apresentar-se como a expressão da vontade geral, tem facilidade em
manter o indivíduo sob a dependência da lei, considerada oriunda desta vontade
indiscernível, e o Estado é visto como representante do interesse geral face
aos interesses particulares. Por outro lado, o governo democrático não tem pejo
em afirmar-se como defensor natural dos direitos imprescritíveis da pessoa
humana no seio da colectividade. O círculo fecha-se.
Anónimo e impessoal por definição, o poder
democrático parece acima de qualquer suspeita. Como desconfiar de sistema que
se refere constantemente à vontade de todos? No entanto, é inquietante vê-lo
monopolizar assim o querer da Totalidade. Sendo o Todo considerado superior aos
elementos que o compõem, o interesse geral deve sobrepor-se aos interesses particulares.
De tal modo que, segundo este princípio, o governo democrático, único
interprete desta totalidade fictícia, se arroga o direito pessoal de definir e
determinar os limites do interesse geral. Cioso desse direito exclusivo, tende
a considerar ilícito qualquer interesse particular, cuja existência, numa
sociedade igualitária, não passa de uma tolerância provisória, concedida sob
reserva, em todo o caso severamente controlada e cada vez mais precária. De
direito, nada deve subsistir por si mesmo fora da Totalidade, pela qual o poder
democrático é o único a responder. (…) Actualmente, a necessidade de tudo
controlar leva-o à taxinomia: ficheiros, inventários, catálogos, etc. Com a
informática o imperium vê-se
finalmente na posse de um instrumento com que nem ousava sonhar.»
“História do Anarquismo” (pp.74-75), Jean Préposiet. Tradução de Pedro Elói
Duarte. Edições 70.
Nota:
registe-se que a primeira edição (em França) data de 1993.
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