outubro 26, 2017
Os burrinhos de Cacilhas
setembro 08, 2012
agosto 14, 2012
Viagens
” Viagem a Portugal (pp.31), José Saramago. Caminho.
tabuleta
maio 18, 2012
Pacotes de transparência

O ministro Relvas, sem se rir muito, exibe-se, por Braga, revelando-nos o seu desígnio de um pacote de transparência. Carecemos. Que sim senhor, carecemos. Ontem, ao final da noite, num desses programas a metro informativo, na TVI24, um dos intervenientes condescendendo, remata certeiro - o tema era a justiça e as prescrições em série - sobre os pobres cá em baixo: oh, que sim, “têm o direito à justiça mas na prática não conseguem ter direito à impunidade”. Apenas isso. Impunidade… que outros conseguem. Uma questão metafísica relacionada com capital disponível. Escreve Camilo Castelo Branco, no seu “Senhor Ministro” que, na “assembleia do género humano, havia famílias que pareciam umas latrinas das fezes das outras”. De tão transparente, o dito parece-nos perfeitamente adaptável.
lenceria
maio 16, 2012
Duas vítimas inconscientes da mesologia
“A meu ver, a Gaitas que fazia o seu Paradou em todas as carvalheiras bem copadas, ou nos amieirais das orlas do rio, assistiu a alguma cena edénica daqueles dois seres primitivos, dasabados da sua inocência por terem aceitado da mão da natureza orgânica, insidiosa o pomo vedado. Foi a ciência, é o que foi. Ele de mais a mais sabia o que Adão nunca aprendeu – traduzia o Eutropio, já tinha lido o Meu Vizinho Raimundo de Paulo de Kock, e alguns capítulos do Velho Testamento. Ela é que estava pura e analfabeta como Eva – uma besta mociça, sem mácula de ABC quando caiu não sei em que devesa – quem o sabia era a Gaitas e os justos céus, onde está o olho iniludível do criador disto e daquilo.”
“Senhor Ministro” (pp.41), Camilo Castelo Branco, Edição Vega.
maio 08, 2012
O caderninho de papel velino, perfumado, encadernado em marroquim

“Felícia estudou muito, com um grande desejo, e em poucos meses lia com desembaraço e escrevia fonicamente. Quanto a exprimir-se, não vingara defecar-se das parvoíces inveteradas. O abade não lhas corrigira no trato íntimo de dezasseis anos, por entender que a gramática lhe era tão supérflua que nem os abades precisavam dela, quanto mais as criadas.”
“A Corja” (pp.70), Camilo Castelo Branco. Edição Ulisseia.
cool?



