Qualquer análise da minha lavra não poderá, nunca, deixar de
ser vista como um princípio avassalador de incompetência para o efeito. E qual
será o efeito (deixem passar)? O pretendido. Neste limbo paralisante da crítica
a livros (não confundir, por favor, com crítica literária, já que esta pressupõe,
obviamente, a existência de uma literatura e de um crítico devidamente
habilitado para dela nada perceber, mesmo pensando que percebe qualquer coisa) ,
não existe um único estudo, virtual se o desejarem, que vá de encontro às
necessidades mínimas do desconhecimento (geral) sobre esse objecto que (erradamente,
já agora) nomeamos como livro, um livro com coisas escritas lá dentro, capa,
sobrecapa, lombada, e uma branquidão que nos deixa roucos de raiva quando
observamos alguns caracteres por ali perdidos, sem esperança alguma de redenção
pela ascese, ou mesmo pela ingestão de numerosas substâncias devidamente
fermentadas. Posto isto, irei avançar forçosamente, investir é como quem diz,
na análise frondosa de “O centro do mundo” de Ana Cristina Leonardo. Porque o
merece. Brevemente, que agora vou ali ver televisão.
setembro 14, 2018
Também tu Marcel?
... ou a arte do furto:
the Iconic Urinal & Work of Art, “Fountain,” Wasn’t
Created by Marcel Duchamp But by the Pioneering Dada Artist Elsa von Freytag-Loringhoven
(furtado aqui)
setembro 12, 2018
Vai ser imperdível, mas o quê?
Na minha primeira posta de pescada cozida com todos, não
posso deixar de assinalar a inutilidade da (deixem passar - sou muito
repetitivo) minha presença neste sítio que é mais um lugar (um lugar é um sítio
com sentido de presença), o Gabriel poderá eventualmente explicar melhor a
coisa, se lhe der para aí, entretanto, já nem me lembro o que me trouxe aqui,
quer dizer, a este posta de pescada com todos, mas nem assim desisto, embora a insistência
em frases longas que se transformam em parágrafos ilegíveis seja, por assim
dizer, a minha imagem de marca, umbiguismos (não é Gabriel?) à parte. Para além
disso, e já não é pouco, gostei da frase que fecha a posta anterior (do Gabriel
que assinala a vertigem de uma nova vida do Inútil sem anjos), que diz mais ou
menos isto (copiado): Ainda subsiste alguma vida inteligente no planeta. Mas não existem provas irrefutáveis disso. Não
seria necessário escrever mais nada nos próximos vinte e dois anos, mas nós
(olhem o plural) insistimos.
Ia começar com uma crítica inócua a livros, não confundir
com crítica literária, trespassada por uma viagem muito concreta e precisa
(deixem passar) a um filme que vi recentemente, filme esse que apenas consegui
ver em duas partes, uma num dia, outra, noutro dia, seguidos, os dias e as
partes, tarefa absolutamente arrasadora ora em termos físicos, ora mentais,
para não dizer cognitivos. Andei todo o dia a braços com esta posta de pescada
com todos, mais o livro, mais a o filme, não tenho mãos a medir na desmesura
rotineira daquilo a que o comum dos mortais chama de dias. E gosto. A sério. Vou voltar.
Assinar:
Postagens (Atom)