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janeiro 23, 2011
O blogue do Tio: Um espaço lateral que poderá ser central. Apenas não se sabe de quê.
dezembro 02, 2009
novembro 02, 2009
maio 28, 2009
março 17, 2009
março 11, 2009
Recordação em solilóquio mudo
Não é por obra do acaso que aprecio andar sozinho. Em primeiro lugar as conversas são mais interessantes e em segundo tenho quase sempre razão. Uma vez encontrei o César Monteiro nas escadas do cinema King em Lisboa e aquele olhar ressumava a “deixem-me sozinho” misturado com o pessoano “ não sou de companhia” e um outro a lembrar “ se fores gaja e novita, vá lá, podes dar uns gritinhos”. E pedir uma romã. Também acontece ter-se que ficar na casa de um amigo, vá lá, uns tempos, mas amigo que é amigo, ou melhor, amigo é a mesma coisa que um gajo estar sozinho a dobrar, e gosta disso, e ainda assim não dá para desenvolver esta ideia. Amigos e livros e espelhos. Recordo-me de um (amigo) em Coimbra. Nuno L. de sua graça. Batia o pé ao escutar aqueles trengos dos AC/DC, enquanto descolava as páginas de uma Gina usada. Bebíamos à tripa forra e depois abalávamos rente à berma até à Figueira da Foz, ver o mar e comer percebes. Outras vezes na demanda da Figueira desaguavamos em Espanha, outras em Viseu com direito a prova de vinhos e enchidos e queijo (não necessariamente por esta ordem), mais ou menos como no livro do Venedikt Erofeev, De Moscovo a Petuchki - a Lucidez de um Alcoólico Genial (1995 , Cotovia), em que o tipo sempre que procurava o Kremlin ia dar de ventas com a estação de Kurst. Nem todos tem a sua Figueira pois não?...janeiro 30, 2009
para um amigo
Violent Femmes, "Blister in the Sun"
que está algures na tropa e me emprestou uma vez uma cassete com isto (que eu conhecia bem e já não ouvia) e mais umas cenas que eu sempre carreguei na mochila juntamente com os livros e a banana e a maçã…
janeiro 17, 2009
a clara concordância de uma ilha
Dizia o Alfredo para os seus botões (ruidosos), alheado da realidade, e valorizando o desconhecimento do mundo como uma das belas artes, que trinta e sete invernos bastam para renunciar à análise custo/beneficio da concretização plena de uma vida. Depois, ou já antes, os botões ter-se-ão recusado a desmistificar a conjuntura actual perante cenários ímpares, ou mesmo pares, atestando um desdém enorme pela crise, entre outras coisas, não gerando, dessa forma, força suficiente para uma comemoração, a qual, dir-se-ia, extemporânea. Ia-me matando (nas questões de fundo). E noutras, claramente. Apenas retorqui, não sei bem se para os botões dele se para os meus que se tratava de o sentimento de um acidental…
New Order, "Ceremony"
dezembro 26, 2008
outubro 28, 2008
aos amigos e amigas do inútil
Os Brasileiros, inúteis e copofónicos como nós têm coisas destas. Esta (1905 - antes da repressão do asséptico-com consequências conhecidas) recorda-me uma publicidade da Guiness (muito posterior) que insinuava as propriedades “saudáveis” da cerveja preta (verdadeira) até para as grávidas. Não duvido um segundo. Em outros segundos, sem o “diabo que aconteceu para criar uma montanha”, o inútil reafirma um: cheers…julho 09, 2008
Contos de Água e Areia
Lançamento do livro de contos do meu amigo José Ilídio (Torres). Numa livraria perto de si ou no seu sítio aqui.
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