Mostrando postagens com marcador Jules Renard. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jules Renard. Mostrar todas as postagens
outubro 18, 2021
fevereiro 28, 2021
Manifestamente exageradas, as notícias da nossa retirada à Mark Twain
Acabada a empreitada (é disso que
se trata), adjudicada por ajuste directo, com início no final do ano passado,
prazos largamente incumpridos, onde se misturaram alhos com bugalhos de outras
leituras, cerca de mil e duzentas páginas e quase dois quilos de papel mal
pesados na minha balança da casa de banho depois, senti-me (isto foi na semana
passada) ligeiramente atormentado por um vago sentimento de dever cumprido.
Deixarei a análise afoita da obra para blogueiros mais audazes e dados a pareceres
técnicos sobre florzinhas e encontros literários com a pluma em riste. Temos
outros planos. Ainda indigeridos.
Entre outros, comecei com isto (desvairado):
Escreve o pendura (por acaso foi Monsieur Vernet), pela pluma de Renard: confesso que a mim, como a todas as pessoas sérias, em certas ocasiões é agradável tomar banho com um pouco de lama. Isto dava panos para pangas, mas não temos tempo para análises vexatórias.
agosto 29, 2012
Joga o Vila-Matas e se calhar o Renard
Eu cá cheguei ao Jules Renard através de uma
desmarcação do Vila-Matas no Diário
Volúvel. O Jules (até) estava cá em casa, ali no cantinho esquerdo das
estantes, na decrépita secção poesia e arredores. Daí eu ignorava isto:
«O meu não come ratos, não gosta. Se apanha algum, é
para [brincar com ele.
Quando brincou tudo, poupa-lhe a vida, e vai sonhar
noutra parte,
[o inocente, sentado no caracol do seu rabo, a cabeça
fechada [como um punho.
Mas, por causa das garras, o rato morreu.»
É “o gato” das Histórias
Naturais*, um gato como este cá de casa, que gosta de sonhar longe quando não está
por perto, e que brinca aos ratos com ratos verdadeiros. E se eles morrem já se
sabe.
Poucas traduções portuguesas se encontram de Renard,
parece. Em francês é fácil de encontrar, mas menos de ler. Entre outros, um dos
passes de Vila-Matas, trazia esta frase de Renard: «Quando a preguiça te faz
sentir infeliz, vale tanto como o trabalho». Tu queres ver…
*in “poesia do
século XX”, Antologia, tradução, prefácio e notas de Jorge de Sena. Asa.
Assinar:
Postagens (Atom)




