Mostrando postagens com marcador Braga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Braga. Mostrar todas as postagens

novembro 20, 2020

Deambulações

 

                                                     (19-11-2020 - Rua do Sardoal, Braga)

(19-11-2020 - Rua do Sardoal, Braga)

(20-11-2020 -   Junto ao rio Este, Braga)


julho 27, 2020

A vida a passar por um canudo (actualização)

(27/07/2020)

As obras continuam. Rodeiam-nos. O barulho e a poeira desconfinam. Recentemente – as boas práticas do planeamento dão nisto – teve de ser derrubado parte do muro que rodeava a superfície comercial de fast-food. Sucede que esse muro havia sido construído no início da obra. Por distração, digamos assim, parece que estava mal localizado. Talvez um pouco à frente do previsto, talvez faltasse um passeio que o ladeasse (isto é tudo sussurrado por aí), talvez pela luta do Braga pelo terceiro lugar, não o saberemos nunca, o muro teve de ser derrubado, acompanhado por uma fuga de gás, bombeiros aparecerem no local, trânsito cortado, ora condicionado. Construção de um novo muro, entre risos dos transeuntes. Mais poeira. Mais barulho. A juntar ao restante. Trânsito condicionado. Calor. Não sei se leram “O Estrangeiro” de Camus? O melhor é não lerem então. Não vá o diabo tecê-las.

julho 01, 2020

junho 18, 2020

A vida a passar por um canudo (actualização)

(18/06/2020)

A saga continua. As obras espalham-se como uma grande mancha de óleo. Rodeando a construção das novas superfícies comerciais (e talvez com o patrocínio destas), uma nova alcatifa vai surgindo na rede viária, com os trabalhos a durarem de noite e de dia. Por perto, em várias ruas de São Vicente, continua a operação cosmética dos passeios e estacionamentos e mobiliário urbano. Aqui a saga ganha contornos de uma portugalidade inequívoca. Uma espécie de cosmética de preguiçosos, eivada de um espírito de serviço público que a arrasta no tempo. Até às eleições, presume-se. A modernidade saloia veio para ficar. 

abril 28, 2020

Isolamento I (actualização II)



(28/04/2020)

Tudo volta, até as obras. A sua evolução foi sendo exposta aqui e aqui. O resto é obra da primavera, expressa nas folhagens das árvores. A minha rua e a senhora da caixa do Mini tinham ambas razão: são duas construções, a mais recente teve início ontem, e fica bem ao lado da referida anteriormente, uma supostamente ligada à distribuição, outra, dizem, à comida rápida, assim mesmo na língua de Camilo, que nunca a deverá ter provado. Leonardo Benevolo, no seu livro “A cidade na história da Europa” escreve: as obras que hoje fazemos nas cidades – as respostas que damos aos nossos problemas momentâneos – serão vinculativas por muitos anos, mesmo quando os modos de pensar e de viver já tiverem mudado, e como fazemos modificações cada vez maiores e mais frequentes, vamos prejudicar cada vez mais a vida das gerações futuras, sem todavia sabermos prever e gerir suficientemente os efeitos remotos dos nossos actos. A cidade, diz-nos Italo Calvino em “As Cidades Invisíveis”, não conta o seu passado, contém-no como as linhas da mão, escrito nas esquinas das ruas, nas grades das janelas, nos corrimões das escadas, nas antenas dos pára-raios, nos postes das bandeiras, cada segmento marcado por sua vez de arranhões, riscos, cortes e entalhes. Olho lá para fora com os olhos e os ouvidos, e recordo-me do título de um filme que anunciavam recentemente num dos canais da tevê: grávida…mas pouco. É isso Braga: cidade…mas pouco.

abril 02, 2020

Isolamento I (actualização)

De cabeça, sinónimos de parado, deixa ver: imóvel, inerte, estático, fixo, quieto, sei lá, estagnado, barrado, bloqueado, descontinuado, detido, estacado, interrompido, paralisado, travado, em suma… encostado.

(01-04-2020)

A condizer com o meio envolvente a obra (acima) deixou de sair à rua. Não terá sido de um dia para o outro. Foi sorrateiramente, como quem não quer a coisa. Até que parou. Temos seguido a sua curta história, como se poderá ler aqui