Mostrando postagens com marcador ruínas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ruínas. Mostrar todas as postagens

junho 05, 2016

Arte urbana em Braga


(Braga, 04-06-16)

Fotografias dos trabalhos em curso no túnel junto ao Campo da Vinha. Parece-nos uma excelente iniciativa. Esperemos que não se esgote em alguns fogachos artísticos para turista ver. Parte da reabilitação passa por aqui, mas sobretudo pela reconstrução dos inúmeros imóveis em ruínas que polvilham o centro da cidade, alguns embalsamados de forma colorida, furtando-se aos nossos olhares. 

abril 26, 2016

Ruínas novíssimas: é preciso é estilo

(Largo Senhora-A-Branca, Braga - 25/04/16)

À primeira vista nem se nota – dir-me-ão. Nem à segunda vista. "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara”, dir-nos-ia então Saramago. Trata-se de um imóvel (vamos chamar-lhe assim), trancado a cadeado (não vá alguém entrar à procura de um tecto), e com as janelas com cortinados de cimento. A pintura confere-lhe a descrição que o roubará aos nossos olhares, e nem o chegaremos a ver, quanto mais nele reparar. É um edifício emparedado na sua inutilidade. É preciso é estilo, cantam os Mão Morta. Eles lá sabem. E conhecem muito bem Braga. 

(da série ruínas)

fevereiro 11, 2016

Ruínas: as nossas dores


(um dos antigos edifícios do extinto Sanatório Souza Martins
Sito junto ao Hospital da Guarda - Guarda, Janeiro 2016) 


(da série ruínas)

janeiro 28, 2016

Ruínas: mais uma para a Tor

(Antiga fábrica têxtil TOR - Barcelos, Janeiro 2016)


E, além, o velhinho campo Adelino Ribeiro Novo (agora uma espécie de centro de treinos de baixo rendimento). Recordo centenas de jogos (e treinos) onde, apesar da existência comprovada de balizas, a bola dirigia-se irremediavelmente, ora para o cemitério, ora para a a Tor: mais uma para a Tor. 

(série ruínas)

novembro 08, 2015

O silêncio do abandono ou o abandono silenciado?





Há duas formas de olhar para as rápidas transformações por que o mundo passa. Muitos vêem sobretudo o que muda, outros procuram surpreender o que, a despeito delas, permanece.
Orlando Ribeiro


Faz falta um outro livro com as novas ruínas, essas ruínas novíssimas que engalanam o nosso país: edifícios inacabados, com os seus esqueletos ao leu (não faltam aqui por Braga), edifícios abandonados à nascença, despejados no lixo (e alegres recipientes de lixo), edifícios abandonados por desleixo por incompetência por manifesta falta de condições; estradas que não vão dar a lado nenhum, auto-estradas em duplicado triplicando os custos para todos ao longo da sua morte lenta. Tudo isto dá bem com os cortinados da sala de visitas da nossa modernidade serôdia, esse progresso que nos alimenta, enfeitando-nos os dias. Outras ruínas se vislumbram e são de carne e osso (ou eram).