abril 07, 2019

Family Guy



As famílias, na política partidária portuguesa, não são tristes, são alegres e, assim sendo, todas iguais. Ontem como hoje. Alguns comentadores, ex-jornalistas, filósofos, ou historiadores de whiskie, não veem nisso nada mais que uma espécie confiança política (ou será familiar?), uma (quando muito) meretriz que supostamente desaparece quando sai o titular do cargo. Vasco Pulido Valente fala-nos da sua ex-cunhada, Miguel Sousa Tavares da luz que, um dia, viu no seu gabinete, muitos anos antes de Luís Filipe Vieira,  que assim manteve Vitória no cargo mais meia dúzia de dias. A família Pulido Valente e Sousa Tavares (Mello Breyner Andresen diz-vos alguma coisa?) são nossas ilustres desconhecidas. E todas as outras se batem para o ser. Não há nada como ser ilustre desconhecido.  


março 16, 2019

Soldados de Salamina



Alguns ingénuos, tal como alguns guardiões da ortodoxia de esquerda, e também alguns tolos, denunciaram que vindicar um escritor falangista era vindicar (ou preparar o terreno para vindicar) o falangismo. A verdade era exactamente ao contrário; vindicar um escritor falangista era apenas vindicar um escritor; ou, mais concretamente, era vindicar-se a si próprios como escritores vindicando um bom escritor.