setembro 11, 2018

Com serenidade

(Mark Knight)

Não sei bem, mas ouvi na Antena 3, na rubrica fricção científica, algo sobre selfies sexy, um estudo a reter para não possibilitar qualquer dormência excessiva aos neurónios que nos restam. E são apenas três. Contagem recente. A Serena tem mais dois. Faz cinco. A cena da Serena sem serenidade não nos deixa ponta para novelar. Tem dias, mas quase me espanta a vontade de indignação sobre coisas que normalmente nos passariam ao largo. O mesmo para a defesa, intrépida, dessas coisas (nada de melhor me ocorre) que nos sobrevoam ao largo. E são tantas. A moça, serenamente, fez azo do seu melhor conhecimento do envolvimento aos árbitros, formação disponível no sítio do Futebol clube do Porto, com seguimento in situ, Sport Lisboa e Benfica, sem arredores. Resta-nos, à tangente, o desenlace das retribuições às vítimas de Pedrogão. Um fartote de estudos à borla. Mas não com tanta piada. 

Ainda subsiste alguma vida inteligente no planeta. Mas não existem provas irrefutáveis disso.

setembro 10, 2018

Inútil


Cai o anjo (a pique), fica a sua inutilidade (re)conhecida.

Longe vai esse tempo (quanto?) em que, por obra e graça de um conjunto de coincidências (não para aqui chamadas), criei este blogue. Não devedor (já agora) do fado homónimo cantado por Amália (e não só), escrito por Luís de Macedo (acho), carece mais de um agradecimento (pretensioso) a Rilke (que não tem culpa nenhuma) e a um postal, cuja imagem (ou parte desta) poderão contemplar na barra do lado direito do blogue. Aí mesmo, ao fundo.

Umbiguista quanto baste, tentei, sem disso me lembrar sempre, obedecer ao editorial, respeitoso de seu prefácio. Diz que o tempo passou. É chegada a altura de dividir o pouso (e o famélico espólio) com alguém. Ninguém melhor que o Gerónimo… quer dizer, o Cão, para o efeito.

Não se trata de uma contratação, antes de uma constatação: é bicho raro na bloga enfastiante. Umbiguista militante (é ele quem o diz), Sportinguista (não podia ser de outra forma), animou um blogue (Diário de um Cão), de forma absolutamente original, e praticamente sem recurso a imagens. Dois mil e doze e dois mil e treze terá sido o seu tempo áureo, coincidindo com o desemprego e/ou trabalhos precários, coisa que, aliás, não terá mudado assim tanto. De diário passou a semanário, depois a mensal, trimensal, bla, bla, bla.  

A partir de agora seremos dois no Inútil.
Mais inútil não poderia ser.