agosto 04, 2009

Sempre a tempo das vacances...

Foi no final de um jantar simples, composto de massa cozida com atum, cebola, ovo, queijo, tomate, azeite, vinagre e orégãos, e (a pedido) acompanhado de subtis e nortenhos rissóis de carne, que surgiu a sifilítica frase: “ sempre que lhes damos um nome, morrem.”. A questão arrogou-se logo ali de pertinência literária. “Título [para um livro] nunca”, disseram. Muito menos a primeira frase de um romance. Uma e outra, coisa de suburbanos empregados na literatura, como o sr. Antunes, do quarto escuro, psiquiatra de si mesmo. Parece, diziam, aquele “não entres demasiado [invenção nossa] nessa noite escura”, sem correcção coeva dos acontecimentos. Seguiram-se outros complementos que desaguaram na gigantesca estrutura (paga a peso de ouro) do convento de Mafra, sem Baltasar e sem Blimunda, sem padre voador, e a aterrar no mesmo Fiódor de sempre. 
Reparei então que a questão, da minha parte, derramava-se na planície infindável da literatura, e, sem demoras, amordacei o espaço envolvente com duas ou três frases da lavra de um Camilo à jorna. Foi a tempo. Ainda saí para o regaço da noute, a contar os tostões que desperdicei nos sonhos. Criança, e à frente, resmas de noute…

imagem: "Suicídio", Édouard Manet, 1877

agosto 01, 2009

Chuva em Agosto, moço bem disposto


Boa Noute. Para esquecer a parte season (sem silly) mas não na totalidade: Afinal a Fatinha Felgueiras vai a banhos, desta vez na Apúlia, sem precisar de ruminar plásticas no calçadão do Rio. Deseja-se igualmente boa temporada à ninfeta Joana Amaral Dias, alegremente infeccionada de apelos não menos apetitosos que o seu desvario proto - direitíssimo. Reconheça-se, a senhora tem demandas e, quem o sabe, caminhos ou directrizes, estranhas, ou não, à nossa investida moral. Já para não falar em desejos…