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fevereiro 11, 2012

Radicais em solilóquio?

Como eu. Sentadinhos no sofá, ou vá, no parapeito da janela, e por vezes deitadinhos na cama, rosnam(os) solitariamente e, não raro, em pensamento, as disfuncionalidades do país. Os primeiros-ministros embusteiros e semianalfabetos, os ministros acéfalos e intrujões, os amiguinhos de uns e outros nos casulos apropriados e proporcionais aos seus ditosos (supostos) conhecimentos e práticas experienciais. A personificação diária do hematoma concorrencial exclusivamente estribado no olha para o que eu digo mas não olhes para o que eu faço, cujo único deleite ideológico radica no enlevo do carcanhol a amparar a carteirinha, o bolso, o saco, a maleta, o cofre, a caixa forte. É isso a sua economia: a capacidade para obter desempenhos poderosos radicados, não raro, numa economia de esforços (que faz com trabalhem em empresas de amigos e acabem um curso apenas para se legitimarem - mais vale tarde que nunca), na gestão de conhecimentos, na contabilidade de apoios e na distribuição de mais-valias. Economia limpinha. Tudo o resto é acréscimo técnico/táctico e semântica paralítica. Não basta por isso dizer basta.

dezembro 11, 2009

Momentos Ferrero Rocher: apetece-me algo

Soube apenas hoje que o sr. Vara foi à televisão para ser entrevistado pela sra. Judite. Viva o luxo. O senhor em causa, que se saiba, não tem (de momento) nenhum cargo público ou político, seja ele qual for, achando-se pendente a sua qualidade de administrador de BCP, antes que as necessidades especiais o potenciem para algo. Então? Uma conferência em horário nobre, uma cadeira disponível na televisão pública, a propósito de quê? E os outros arguidos ou interessados neste e noutros processos? Silêncio. 
A propósito, o ex. ministro da agricultura, Jaime Silva, depois de um trabalho memorável à frente e atrás do ministério (e como aluno bem comportado), já foi absorvido pela cooperativa europeia das necessidades especiais: chefe de gabinete do comissário europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural. Número dois. Pelo mesmo caminho vai o inexcedível sr. Constâncio do banco de Portugal, exímio regulador de bacoradas e taxices (e tachices) mais ou menos incontroláveis, em trânsito para: putativo vice-presidente do BCE, candidatura apresentada pelo sr Eng. Entretanto, escrevem-se livros: jornalistas; ex polícias; gajos da bola; actrizes e actoras; seguranças; amigos do amigo; gajos com experiências…