abril 18, 2010

daqui não se vê nada

Da rua da estrada o que se vêem são pequenos desvarios a espreitar o longínquo outdoor. As famílias, quase todas, desaguam na ruela, outrora principal, que vai dar à loja de móveis ali ao lado de mais um chinês. Ao meio, um café. E faz sol neste quadro que infringe as regras do domingo tradicional, após um repasto lavrado em forno eléctrico, começado com o vigor matinal. Já faz whisky, quando escrevo estas margens de erro, após uma conversa literária ao jantar domingueiro, que já não incluiu os famosos restos do almoço, adornados de salsichas e ovos fritos. Faz frio, neste ocaso de memórias que se misturam com a frase: amanhã pica o boi.   

2 comentários:

A Dama das Mil e Uma Rosas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
A Dama das Mil e Uma Rosas disse...

E da minha frágil janela de vidro eu vejo muitas coisas e tantas sem
nomes ou personalidade, elas apenas tem os códigos de barras prontas para serem vendidas.
Desculpe a invasão.
Gostei do blog..