outubro 08, 2019
Nada disto importa
setembro 12, 2018
Vai ser imperdível, mas o quê?
março 10, 2018
Mergulho lento
fevereiro 13, 2018
janeiro 24, 2018
E assim acontece
Tem dias. Mais coisa menos coisa, casa trabalho, comer, beber, às vezes lá calha; trabalho casa, comer beber, às vezes lá calha. Dos arquivos recentes consta uma única intoxicação etílica e alguns prazeres avulsos. Destes, destaque para a série Gomorra (2ª e 3ª temporadas), devorada com a placidez de um felino durante o último mês e meio. Cortesia da RTP2, sem espaço nos canais (americanos) de cabo, foi-se consumindo diariamente (para nosso deleite) sem deixar grande rasto (o que abona em seu favor) à sua passagem. Apenas recentemente no programa da Antena 3 Bons Rapazes ouvi alguma referência à série, na palavra de Álvaro Costa (quem mais?), qualificando-a como imperdível, bem temperada com violência sem paliativos e boa música, claro. Parece que os Massive Attack andam atentos ao Hip Hop que se faz em Nápoles. Depois do livro, do filme, e da 1ª temporada (passou na Rtp2 em 2017), aguarda-se uma 4ª, para saber se o Ciro se fica, mortinho da silva, no fundo do mar. Confio no Sangue Azul.
outubro 21, 2017
resumo da semana
fevereiro 11, 2017
dezembro 31, 2015
maio 24, 2014
março 26, 2014
Come up and see me
janeiro 30, 2014
outubro 06, 2013
Por falar nisso
agosto 31, 2012
agosto 29, 2012
Joga o Vila-Matas e se calhar o Renard
julho 25, 2012
Que se lixem
julho 13, 2012
Lubrificante de memórias: limpezas
junho 16, 2012
Na padaria o silêncio nunca foi de ouro
Nem o silêncio nem o colar da Miquinhas. E pelos vistos, nem os anéis do Sr. Silva. A Custódia antes de estar entrevadinha, costumava pavonear-se (verbalmente claro), que era só querer, só querer, e faria uma vista, oh se faria, na procissão da Senhora da Agonia, que ouro era coisa que não lhe faltava. Na padaria, em permanência, ficou apenas uma tristeza miudinha e o Mendes a falar da sua época. O Tabuletas, faz tempo, não pede “fogos”, e um cortejo de gajos novos, ronda, cheira-lhes a Martini, pedem fiado. Envergonham-se. Ali perto, o café do Zé passa-se, vende-se ou, em último caso, atira-se juntamente com uma vida, pela borda fora. À sua frente, o café do burro, aguenta, tem tempo, sucursais. “Até ver”, repete-nos a se Lurdes, “até ver”. Adiante, não muito, no das putas, ficaram alguns alegretes, avulso, a consultar os classificados que os levariam ao paraíso da alcova, houvesse dinheiro. Foram-se as putas, ficaram as torres, vazias, escuras, como estranhos insectos erguidos para o céu. Taipam-se os últimos negócios, que se faz tarde. E os restos passeiam-se pelo centro comercial, a nova praça das nossas dores. Ninguém protesta. É a vidinha.
Mas à noite custa mais. É que por aqui o silêncio nunca foi de ouro.
maio 27, 2012
Adeuses ao bacalhau
Sábado à noite. Um repasto digno dos deuses, isto atendendo que Vénus, na pena de Camões, nos augurava herdeiros dos romanos, calhando, dignos até dos seus deuses, não se percebendo a divergência de Baco, um dos nossos predilectos, afinal. E entretanto um verdadeiro bacalhau com natas, acompanhado por salada, azeitonas (das viçosas, pequeninas e ainda com raminho) e picles (para cortar), não esquecendo a broa de milho, a preceito. Perfeito. Terá cozinhado Vénus?














