março 19, 2016

Por falar em folhetim

A alvorada do romance popular, ou romance-folhetim


Daqui para diante [primeira metade do séc.XIX], o romance passa a por em acção numerosos artifícios, que já deram lugar a um inventário e poderiam dar lugar a um sistema. Constitui uma combinatória de lugares-comuns articulados entre si segundo uma tradição que tem algo de ancestral, e de especifico(...). Passa a jogar com personagens prefabricadas, tanto mais aceitáveis e simpáticas quanto mais conhecidas, em qualquer dos casos virgens de qualquer penetração psicológica, como são as personagens das fábulas.  

março 09, 2016

A insustentável leveza de...Liedson


Fui amavelmente convidado, aceitei com enorme prazer. Farei parte dessa grande equipa, com uma grande massa associativa, que dá pelo nome de A insustentável leveza de Liedson (também se pode ler Sporting). Apenas posso prometer muito trabalho, de resto já se sabe: prognósticos só no fim do jogo. Falaremos do Sporting, mais mal do que bem. Falaremos do Benfica, sempre mal. Falaremos do Porto, cada vez menos conformados. 

E o Borat, não?

(clica na imagem) 
(Bartoon, in Publico, 09-03-15)

Um filme novo?

março 06, 2016

Quando é para falhar, falhámos

(jogo)

Levamos muito a sério o falhar, falhar muito, falhar melhor. Entramos no jogo a ver a banda passar. Do outro lado, a banda passava como podia. O golo foi uma obra-prima do acaso (ou do piço, como queiram), à imagem, aliás, do golo no jogo da taça. Sempre que podemos ajudamos o acaso. A partir daí o Tondela acreditou que estava ali para disputar o jogo, e nós acreditamos que vocês acreditavam que nós acreditávamos que vocês iam virar o jogo. Ao intervalo a cerveja estava boa.

Na segunda parte o União da Madeira fechou-se como pôde. As linhas de torres juntinhas, e pontapé com o pé que estava mais à mão. Às vezes esse pontapé que estava mais à mão servia para bater no adversário.  Entretanto o Sporting falhava golos, um, dois, três, com o Bryan a fazer-se a um papel num filme dos Monty Python: a vida de Bryan. Ali perto, ficava um penálti por marcar, e o Sanches revelava-se um dos expoentes máximos no ofício da tamancaria. Não ficará certamente muito tempo no Tondela, à imagem daqueloutro craque que dá pelo nome de Gonçalo Guedes.

O resto, já se sabe, cada vez falhámos melhor.   

março 04, 2016

País malparado


Mais uma contratação bombástica. A custo zero? Aguardamos a revelação das comissões envolvidas. Jorge Jesus era o nome mais falado, mas não podemos dizer que ficamos muito surpreendidos, pois não?