outubro 29, 2018
Fui ver do mundo
março 14, 2013
O ser humano como lugar público (ou como aos poucos também os micos, mirones, bufos e cuscos perderão a sua ocupação milenar)
março 15, 2012
Liru e companhia
Uma sociedade sem conflitos só pode ser uma sociedade totalitária, e já não restam dúvidas de que a utopia capitalista abre caminho a uma implacável ditadura: a do mercado. O que está em jogo é o fim de um período do capitalismo ligado de certo modo à emergência de uma sociedade pluralista. A gigantesca redistribuição dos mercados mundiais a que hoje se entregam os colossos do capital financeiro, a concentração em poucas mãos de quantidades de dinheiro astronómicas, significam o dobre de finados do pluralismo sob todas as sua formas."
“Ideias Lebres”, Ernesto Sampaio (Ed. Fenda)
Sacado daqui
maio 01, 2011
Simplesmente inteligência
abril 17, 2011
Eles andam aí
"o filho-da-puta (mesmo quando ainda não o sabe) vive de um modo geral preocupado, vive tanto mais preocupado quanto mais filho-da-puta é, vive preocupado com as suas preocupações e com a despreocupação dos outros, vive em permanente inquietação mesmo quando aparenta calma, tudo o que é novo o perturba, é para ele causa de tormentos e temores (…).
De resto, o filho-da-puta gosta de falar de doenças, de assistir a desastres, de ver tristes ocorrências; o filho-da-puta sente-se confirmado sempre indirectamente, sempre na preocupação dos outros, ou no que ele julga ser a preocupação dos outros; por isso se alegra com a fraqueza alheia e ri das minorias, dos que são diferentes dele, ri porque tem a certeza de que é ele, filho-da-puta, que está certo, que sempre esteve e está certo."
“discurso sobre o filho-da-puta”, Alberto Pimenta, 7 nós, 6ª Edição (a 1ª edição remonta a 1977)
abril 28, 2009
Toda a gente tem um buda em casa perto daquele quadro do menino a chorar, não?
Agora e, já agora, fala-se de censura. Parece que também um livro do Ubaldo Ribeiro, que ninguém leu, inclusive eu, sim eu, o último dos leitores avulso e do prazer que ainda se dão ao trabalho de ler, foi excomungado. Ocorreu no denominado grupo (como?) Auchan, grupinho jumbo, que merece letra pequena, a acompanhar estas minudências dos apóstolos da razão. Parece que há gente que se insurge perante tal originalidade(?). Nunca li, ainda mais agora que me esfalfo por acompanhar a senda dos clássicos e dos outros menos clássicos que sem dúvida o serão no futuro, e ainda outros que dependem do meu egocentrismo de leitor, que parecem, assim à primeira vista, importantíssimos, e já estou a levar por tabela, contra as margens do minimamente correcto e oxidado mundinho. Enquanto as órbitas voltam ao lugar, deprimo durante 14 segundos e assou-o o nariz. Anacrónico, penso nos prodígios do condestável que apesar de militar afoito se tornou, afinal, santo. Antonin Artaud, que enlouqueceu rodeado de santos e seus bastões e rufias com a alma a rasgar-se, escreveu o seu “Heliogabalo ou o Anarquista Coroado”, desamarrando-se deste mundo pelo nariz, e eu anarquista descorçoado, vou se calhar ler o Ubaldo e "A Casa dos Budas Ditosos”, depois de reler uma viagem ao mundo de “Os Tarahumaras”, longe de serem clássicos….abril 25, 2009
E a 26?
Como dizia um amigo meu “o mais importante do 25 de Abril é o que acontece (e aconteceu) a 26 e por aí fora” Viu-se…



