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maio 01, 2020

Isolamento (XXVI)


Da emergência à calamidade: melhorou?
Infecção financeira na economia (assim, de ouvido): previsão, ou gosto pela roupagem vírica?

Dá-me a honra de uma dança? Uma valsa com a língua portuguesa (para desenfastiar): o pregador não tinha dois dentes na frente e isso, para mim, lhe dava alguma credibilidade. As pessoas sem dentes me comoviam. Além do mais era pálido e parecia hospedar em seu corpo todos os vermes conhecidos e desconhecidos da parasitologia tropical, escreve Rubem Fonseca em “A Grande Arte”. A falta de dois dentes na frente, para efeitos de credibilidade, recordou-me os Gato Fedorento (antes da criminalização do piropo, mesmo com o uso de máscara): aos 2m:11s, por favor.

Henrique Raposo é um conservador de direita, pertencente ao clube de fãs de Scruton, ao menos isso. Começo sempre, se disponível, o Expresso pelo fim. É uma questão de credibilidade, a entrada pelas traseiras. Ainda há pouco lia: Não aceito que você seja tratado como uma criança ou como um escravo. Se estas app que imitam as soluções chinesas não são inconstitucionais, então não sei para que serve a Constituição. Ser livre tem um preço. A liberdade tem um custo. Não podemos querer uma coisa e o seu contrário, não podemos desejar uma liberdade ocidental nos tempos normais e um Estado totalitário chinês quando os tempos apertam. Até porque estas app que surgem no sulco aberto pelo arado da covid-19 são apenas a porta de entrada para uma tentação possibilitada pela tecnologia. Começo a ter uma estranha relação de proximidade com Raposo, potenciada pelas nossas diferenças.

E a língua portuguesa continua: no sulco aberto pelo arado da covid-19, ou descarregado por um outro afluente, surge a inevitável (dizem-nos) questão: qual a primeira coisa que quer fazer (quando voltarmos à normalidade)? Pergunta do Expresso. Resposta de Adolfo Lúxuria Canibal: Estou a dar-me muito bem com o confinamento. É a realização do sonho pré-adolescente de um amor e uma cabana. Já tenho saudades disto, pensando que um dia vai acabar. Foi a desculpa perfeita para ser antissocial sem levantar suspeitas. Ainda há esperança. 

dezembro 10, 2012

Brasileiro, português de Angola


O negócio, para citar a irmandade brasileira, tem jeito não. Já se sabia da descabelada erosão dos nossos cérebros perpetrada no desígnio (mais um) da ortografia, chamando-se-lhe acordo, revelando-se na hora, eufemismo do mais fino quilate. Outros negócios, esses sim, florescem: a irmandade angolana, a compras, RTP, jornais, bancos, insignificâncias legitimadas na mais pura das convicções possidentes (petróleo e diamantes), tudo ao desbarato, que isto é terra de mão estendida. Essa mão estendida encobre outra: a mão escondida. A que acode aos negócios, uns e outros, sempre os seus, os mesmos que nunca colidem com os outros, encaixada na retórica encapotada do controlismo democrata, tudo para nós, nada contra nós. Assim vai a RelvasTP negociando e erodindo quem pega onda diferente, e assim vai o controleiro que se descontrola na aula e solta o gabinete de monotorização dos blogues, corolário de meses a roer-se por não se saber de tão distinto empreendimento. É assim a inteligência que nos pastoreia: de que vale espiar se ninguém sabe? No dito da irmandade brasileira, tem eufemismos para tudo, não? Mas se calhar vamos é ter um pai de santo… angolano. 

[imagem de Mana Neyestan]

novembro 20, 2012

Olha, ficamos a saber que:





Já os portugueses (segundo dados de 2008) são “mais felizes aos 66 anos”. Em 2012, não arriscaríamos qualquer idade para o efeito. Com licença. 


[imagem do filme: 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Kubrick]