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agosto 20, 2016

Un país donde se considera que leer es una rareza padece una enfermedad social grave


Mi estancia aquí en la tierra no me la explico sin libros. Como tampoco me la explicaba sin fútbol mientras estaba en activo. A los unos y al otro he dedicado casi toda mi vida hasta el momento. La apertura de la biblioteca de mi pueblo, La Palma del Condado, fue crucial porque me mostró que la abundancia de libros en un mismo espacio era factible. Tuvo el encanto de una revelación aritmética. Un contraste emocionante porque en mi casa solo había una enciclopedia Larousse, Guerra y paz incompleto, libros de higiene corporal, un tocho titulado más o menos Un niño va a nacer y tres o cuatros tomos sobre mecánica. Muy poco más. Es decir, nada. Como era aún casi un niño aquel impacto, como decía, fue solo visual, pues mis intereses del momento no pasaban de Astérix. Pero quiero creer que allí en la sala de lectura, al lado de una ventana que daba a Ronda de los Legionarios, mientras oía los motores de los camiones Pegaso que por allí cruzaban, concebí la ilusión de tener algún día algo parecido a una biblioteca, uno de los lugares más queridos por mí.

(daqui por aqui).

maio 13, 2013

junho 29, 2012

A selecção natural portuguesa [made in Sporting]

É que não me sobra o tempo, senão todos os dias via futebol. Bom teatro, grande comédia, próspera indústria. In Tempo Contado

Então percebi. Qualquer equipa do mundo que quiser contratar o cu de chumbo Veloso terá que acoplar o farsolas do Moutinho. Foi a partir desta premissa que Bento começou esta selecção, aqueles dois pelo meio, mais o assistente de cabeleireiro Raúl. O cu de chumbo só joga com o farsolas, o qual joga em qualquer lado e a qualquer hora (menos no Mundial de 2010, sabemos bem porquê farsolas!), e o assistente de cabeleireiro só joga em Inglaterra às vezes, mas engana bem. À sua frente, fica a outra porção da Geração Academia (Sporting) que dispensaria apresentações não fôssemos nós distraídos. O Cristiano. E o outro, o cachupa Nani, amigo do cu de chumbo, o tal que vem acoplado ao farsolas. Produtos Alvalade XXI, sítio onde o Bento começou a esmiuçar o risco ao meio nos juniores e depois nos segundos lugares da Liga. O cachupa sonha ser o Cristiano. Jogaram no United e tudo. O Cachupa até é o Cristiano mas com menos abdominais, menos remates, menos jogo de cabeça, menos golos e menos ginásio. O cristiano às vezes vai com o cachupa comer cachupa à casa da mãe deste, e tá tudo dito. Mais à frente, ao meio (não vamos contar com o suposto velocista de Barcelos que não tem culpa) joga o carteiro Postiga, e às vezes o armário Almeida (que para aqui também não é chamado). O carteiro nunca há-de ser o carteiro Postigol, pela tal razão de que para ele não há balizas, jogue de costas, ou de frente, a gosto, pressionando, ou não. Gostamos do carteiro, mas também gostamos que o carteiro jogue noutra equipa que não a nossa. Adivinharam, o Bento, por acaso, até treinou o carteiro no Sporting. Isto está mesmo tudo ligado. Olhando para a defesa, apenas nos interessam dois + um. Do lado direito, o sarrafeiro gingão Pereira, que por acaso o Sporting vendeu por um carapau e dois sugus, enganando os Valencianos, bom de ver. O outro dos dois é o tio Pepe, um privilegiado que treinou em Alvalade e não tinha lugar, bom de ver. O um é o nº1, o mãozinhas Patrício, um gajo que para jogar a extremo só lhe faltam os dois pés. Mais um produto Alvalade XXI. Mas o pior é acordar no dia seguinte, com um saco de realidade ultra fodida às costas…como diz o Cão

novembro 01, 2011

Coisas mesmo importantes

Feirense 0 - Sporting 2 (Estádio de Aveiro 30-10-11)

Parece que foi o Camus que um dia escreveu – e cito de cor – que apenas no teatro e no futebol, ao domingo à tarde, um tipo se sente verdadeiramente inocente. No teatro não digo nada. Quanto ao futebol raramente é ao domingo à tarde. A imagem em cima foi tirada num domingo à noite, pouco antes de uma ameaça de coçório perpetrada por uns elementos da força policial, desejosos de bater em algo e em força, embora tivessem esbarrado com uns gajos como nós, mais pacíficos que um coala, e guarnecidos de uma capacidade de diálogo muito superior ao Guterres. Ao intervalo lá descemos para junto da turva onde se está muito bem, e até se canta uma canção contra os jogos à segunda-feira e outros dias que tais e contra os rufiolas da SportTV – só nós sabemos porque não ficamos em casa.
“ Vai Reinaldo, dizia um gajo atrás e mim,  “vai Van Wincla” gritava outro, e eu pensava entre berros que tudo aquilo fazia sentido, e o que fazia falta era um sentido para a vida, e vai daí lembrei-me (mas isto tudo muito rápido) que o Julian Barnes, que gosta largo de futebol, tinha escrito no seu “Nada a Temer” que o Camus tinha dito que a “reacção adequada à falta de sentido da vida era inventar as regras de jogo, como fizéramos para o futebol”. Foda-se, esta merda anda mesmo toda ligada, pensei assustado…