Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens

outubro 10, 2019

...


As consequências das nossas acções agarram-nos pelos cabelos, independentemente do facto de, entretanto, nos termos "corrigido".

Friedrich Nietzsche, "Para Além do Bem e do Mal". 

agosto 14, 2019

Um punk com ácido úrico


Tinha pensado neste título para um conto. Depois para um pequeno filme, na sua versão Um punk com gota - a doença dos reis. Ficou um punk com ácido úrico que é muito mais moderno, ou pós qualquer coisa, depois de eu ter percebido a ignorância dos mortais comuns nesta (e noutras) maleitas, embora suas conversas sobre elas versem, não raro. Depois de eu ter percebido a ignorância dos mortais comuns comecei a cair e a dormir pouco à noite (de dia não conta), isto pela glória de nada. Demorei a aqui chegar, àquele título também (o meu corpo que o diga), finalmente ficou como nome de um programa de rádio (de autor) que nunca existirá, como tudo que eu sonho, aliás, e muito bem; é assim que tem que ser para um filho de Nietzsche, mas apenas nas horas vagas. Não fiquem desapontados, pior que aquele cliché de velhos são os tratos, é aquele outro que dita em solfejo: a idade não perdoa. Não perdoa o caralho. Neste mundo até a morte é um lugar comum. 

fevereiro 26, 2019

Dignos de um eufemismo



Escrevo isto (para seguir a rotina do Cão) mentalmente. Lafargue está no século XIX bem aconchegadinho. A França vai muito atrás (diz ele) e não a reboque (ele fala de diferenças) da visionária Inglaterra. Ainda acredita nas máquinas e na mecânica de um pensamento que submerge a dor num caldo que, mais tarde (ou mais cedo) se denominará de bem comum. Não percebe a dinâmica predadora do capitalismo, nem o seu refúgio sincero nos céus plúmbeos do progresso. O progresso encontra aqui (aí) a sua verdadeira voz, derramada em torrenciais (e inacessíveis) demandas da filosofia antiga, sem compreender a razão de tanta loucura. O “vício do trabalho"(palavras de Lafargue), as horas intermináveis de trabalho, o caldo frio da fome, não são, não eram, um ponto de partida discutível, mas o veículo, melhor, os carris, que ditar(i)am o (supostamente) direito ao trabalho, esse caminho que desaguou na insanidade que hoje vivemos. A contradição nunca é paradoxal por aqui. No seu (presume-se) comunismo, socialismo, sei lá, os operários continuam a ser operários, continuam operários, obreiros de um futuro cujo direito à preguiça lhes daria um  complemento suplementar (que passe a ironia da redundância). Chegariam, como chegaram, aos dias de hoje, dignos de um eufemismo: colaboradores (e consumidores). Com toda a justiça, diga-se…

junho 17, 2015

Reconhecer a natureza trágica da existência



Neste pequeno ensaio de Riemen, recordarmos as palavras de Tocqueville (Da Democracia na América): 
Sempre pensei que esta espécie de servidão, ordenada, calma e amena (...) se poderia conjugar melhor do que se imagina com algumas das formas exteriores exteriores de liberdade e que não lhe seria possível estabelecer-se à sombra da própria soberania do povo.