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maio 28, 2020

Kaputt


Parte da sua história poderá ser, eventualmente, encontrada aqui. Em pleno isolamento, através de um amigo, foi possível descobrir esta edição de bolso da Europa-América disponível numa livraria de Braga: nova, mas com idade avançada. Entretanto, parece que temos na calha reedição (já não era sem tempo) com a chancela da Cavalo de Ferro.

março 31, 2020

Isolamento (notas)


 Hieronymus Bosch - A Morte e o Avarento (1494)

"La pandemia de estos días encaja en el segundo apartado, el de la fragilidad de nuestro cuerpo, pero es evidente que comunica con todos los demás, incluido el apartado último, el que habla de monotonía al vivir, aunque, a decir verdad, cuando se vive como en estos días en un pronunciado riesgo de muerte, ese sentimiento de monotonía puede incluso parecernos ridículo, aunque lo más probable es que sigamos desperdiciando buena parte de nuestra vida en futilidades. ¿La causa de esa propensión a tirar tanto el tiempo y a malgastarlo encima en una gran cantidad de ocupaciones tontas, como, por ejemplo, llevar una bitácora-tostón de nuestro confinamiento? Que seguimos teniendo tendencia a ir viviendo como si tuviéramos que vivir siempre y no dispusiéramos ni de un segundo para acordarnos de que hemos de morir, una realidad que estos días, de todos modos, aflora cada vez con mayor potencia, para sorpresa mayúscula de muchos." (Enrique Vila-Matas, aqui).

"O nosso presente não é o confinamento que a sobrevivência nos impõe, é a abertura para todos os possíveis. É sob o efeito do pânico que o Estado oligárquico é forçado a adoptar medidas que ainda ontem declarava impossíveis. É ao chamamento da vida e da terra a restaurar que queremos responder. A quarentena é boa para a reflexão. O confinamento não abole a presença da rua, reinventa-a. Deixai-me pensar, cum grano salis, que a insurreição da vida quotidiana tem virtudes terapêuticas inesperadas." (Raoul Vaneigem, aqui por aqui)

fevereiro 06, 2018

Acumulação de proibições e outros sintomas virais


A propósito desta posta, leio em "Com os Holandeses", de Rentes de Carvalho o seguinte:

(clicar na imagem para ler melhor)

De salientar que a primeira edição holandesa data de... 1972. Nesta especialidade começamos muito mais tarde (à época tínhamos outras preocupações e outras... proibições), mas somos bons a queimar etapas, e sem ir ao ginásio. Deixo-vos uma entrevista de Rentes de Carvalho, ao jornal Público, aquando da primeira edição portuguesa em... 2009. O título é sugestivo:



março 21, 2016

A tradição já não é o que era, senhor Duchamp


As minhas outras (modestas) contribuições na blogaria: esta, esta e esta. Já se sabe que ser sportinguista é meio caminho andado para um pacemaker. Passeando por aí, duas postas do Cão, esta e aquela da forma que aspira a um fim. Sem dúvida. 

março 06, 2014

Em breve no tasco, com língua à casa


Começa assim:

Cuanto más de vanguardia es un autor, menos puede permitirse caer bajo ese calificativo. Pero, ¿a quién le importa esto? De hecho, mi frase tan sólo es un mcguffin y tiene poco que ver con lo que me propongo contar, aunque podría ser que a la larga todo lo que cuente acerca de mi invitación a Kassel y posterior viaje a esa ciudad termine por desembocar en esa frase precisamente.
      Como algunos saben, para explicar qué es un mcguffin lo mejor es recurrir a una escena de tren: “¿Podría decirme qué es ese paquete que hay en el maletero que tiene sobre su cabeza?”, pregunta un pasajero. Y el otro responde: “Ah, eso es un mcguffin”. El primero quiere entonces saber qué es un mcguffin y el otro le explica: “Un mcguffin es un aparato para cazar leones en Alemania”. “Pero si en Alemania no hay leones”, dice el primero. “Entonces eso de ahí no es un mcguffin”, responde el otro.
      El mcguffin por excelencia es El halcón maltés, el film más charlatán de toda la historia del cine. La película de John Huston narra la búsqueda de una estatuilla que fue el tributo que los Caballeros de Malta pagaron por una isla a un rey español. Se habla muchísimo, sin parar, en el film, pero al final el codiciado halcón por el que tantos incluso habían asesinado resulta ser sólo el elemento de suspense que ha permitido avanzar a la historia.

fevereiro 16, 2014

agosto 24, 2013

Faltam mas é tomates (e dinheiro para os comprar)


É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados.
[Miguel Torga]


novembro 24, 2009

Ler outros blogues

Uma posta do Vidal no GEORDEN, que sempre seguimos, desta feita sobre uma conversa a que também assisti no passado domingo no Câmara Clara, programa conduzido pela afectada (mas apetitosa) Paula Moura Pinheiro, sobre a temática Território e Paisagem; ou apenas bricolage? Aqui.

Um novo blogue, ao que tudo indica, ainda em período de instalação, com o sugestivo nome de Diário de Um Cão, cujo canino (presume-se que seja apenas um) residente tem uma pena de se lhe tirar o chapéu. Façam favor de entrar.

junho 30, 2009

Sempre gostei de andar de (comboio) regional à janela

Enquanto o João dos pequeninos se esvai em várias frentes, como comentador avisado de questões políticas (esquecendo, não raro, a sua origem perversa e absolutamente inspiradora de reparos), eu respiro para um cinzeiro pequenino, com fundo hippie, ao largo da costa blogueira e com pensamentos bloguicidas. Aqui chegou, o cinzeirinho, com um fausto tremeluzente made in De Borla (pese o carcanho pelo dito), e sita agora em alcandorada exposição num móvel em castanho de antiguidade duvidosa. À sua frente, e demais referências geográficas, acometem-se livros entre tisanas, e em lugar de refúgio, num destaque oculto, encontra-se uma marquise frondosa em devaneios pornográficos. O gato recua: lá fora não se vislumbram pardais. Apenas rolas, sem memória, se acometem contra as árvores. Uma televisão anacrónica, recorda-nos o mundo: a cores. Floreja por aqui um desejo insano de não ficar para o intervalo, nem de mudar o canal. Apenas a recusa nos reconhece como seus.

abril 23, 2009

O admirável sofá novo

É assombroso o tempo que alguns tipos da bloga dispõem para ver televisão. E paciência. Mais, constata-se que todos desfrutam para aí de uns cem canais, pelo menos, Zon, Meo, teo ou dele. Sentam-se e vêm uma data de coisas. A crer numa dessas publicidades, namoraram e casaram com o sofá televisivo. Tudo, parece, por uma boa causa: compreender a realidade televisiva, desmanchá-la em postas e explicá-la, essa realidade pouco mais que sofrível, dizem-nos, enternecidos, a reboque de mais um programinha.  
As apreciações passam pela bola, os novos programas da TVI24, com um admirável fundo azul, para não variar. Ainda assim, pasmam com esse fundo. E o vermelhinho SIC, ah? Ou será ao contrário? Debates. Conclaves. A mesinha disposta ao centro num cenário pobretanas. Enternecem-se lívidos a observar as derrapagens e despersonalizações que alguns (mesmo os bons - afirmam) sofrem na, digamos, degenerescência do processo televisivo. Uns, gordos, outros magros. Penteados pindéricos. Tiques nefandos. As vozes do dono. Cada um com o seu. A barriguinha e o ar de puto. E depois, os programas ainda mais intoleráveis, vêem-nos todos, evidentemente, para poder analisar: jornais, nichos, passeatas da fama, cançonetistas, programas com nome de gajas, apanhados, "circo e mais circo", escrevem, visivelmente alterados. Mudam de canal. E ali ficam. Observam indivíduos a tropeçar no passado ("a toda a hora!" – repetem- exaltados, denunciantes, moralistas); "aqui há gato", vociferam outros, reflectindo sobre as meninas (e meninos) em pelota total (incluindo a intelectual). E ali ficam. Mais uma série, enquanto se vai buscar um docinho e lavar a loiça. Perde-se pitada aqui e aguenta-se estoicamente ali. Acolá ainda há-de ter qualquer coisa para se ver. Perdão, para analisar.