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setembro 20, 2019

Stieg Larsson


Cheguei a Stieg Larsson através de "Os homens que odeiam as mulheres" ou Millenium 01, quero dizer, cheguei primeiro aos filmes e depois ao autor do livro. E não foi logo que cheguei (outra vez?) ao autor do livro, podemos perfeitamente andar por aí a ler um livro sem chegarmos (vamos chamar-lhe a assim) ao seu autor. Quando comecei a ler os "Os homens que odeiam as mulheres" para desopilar de outras matanças do porco, decidi pesquisar sobre Stieg larsson e fi-lo à maneira de Mikael Blomkvist (um dos protagonistas): fui ao GOOGLE. É por aí que o Mikael e a Lisbeth começam sempre, sendo esse o caminho, aliás, que a humanidade toma sempre que quer dar uma voltinha. 

Teclar no GOOGLE pode dar-nos a volta ao estômago, mas encontramos sempre qualquer coisa: wikipédias, biografias disponíveis nos supermercados de livros online, mas também montes de artigos, reportagens, críticas de jornais, neste caso sobre o autor, a sua vida e os seus livros. Ficamos a saber que Stieg Larssen era um jornalista e um investigador, especializado em grupos terroristas e extremistas em geral, da Suécia e da Escandinávia, países com pano para mangas nestes assuntos. Ficamos a conhecer alguns desses panos para mangas, algumas mangas-de-alpaca, alguns costumes sórdidos, cujo estado providência terá, suponho, ajudado a criar de alguma forma. O homem teve a cabeça a prémio por gostar de fuçar nesses meandros. O homem para além disso tudo era escritor.

Durante a leitura de “Os homens que odeiam as mulheres” percebemos os seus conhecimentos nessas áreas do têxtil e dos panos para mangas. Percebemos a sua paixão pelos policiais. Por ali aparecem Dorothy Sayers, Elisabeth Georg, Sue Grafton, Mickey Spillane, Sivar Ahlrud (quem?), que me levaram à loucura de gastar meia tarde a fazer uma listagem de policiais de referência, coisas que havia lido, livros em falta, novos autores, constatando com a mágoa do costume que nos falta traduzir tanta coisa. Ficamos a saber que Stieg investigou seriamente a morte do antigo primeiro ministro sueco Olaf Palme e que, a partir dos seus arquivos, Jan Stocklassa continuou essa investigação publicando “Stieg Larsson. Os Arquivos Secretos e a sua alucinante caça ao assassino de Olof Palme”, com edição portuguesa recente.

Nestas viagens acabamos por encontrar sempre a morte. A do autor em 2004, supostamente de ataque cardíaco após a subida de sete andares no seu prédio. Tinha apenas 50 anos e três livros da série Millenium publicados. Michael Nyqvist, actor que vestia a pele de Mikael Blomkvist na trilogia morreu em 2017 de cancro. Tinha 56 anos. Soube disso ontem. Enquanto bebia um café numa esplanada. A seguir fui ver o Sporting.

setembro 10, 2019

Os homens que odeiam as mulheres

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Acabado o Livro I (de quatro) de "Guerra e Paz" decidi desopilar. Já andava a bruços com "Napoleão Uma Vida Política", de Steven England, a vasculhar tudo sobre a batalha de Austerlitz, eu sei lá o que mais. O costume. Como escreveu um dia Carlos Patroquim, deve recusar-se (nem que seja momentaneamente) esse calhamaço que dá pelo nome de Guerra e Paz, até porque está demasiadamente bem escrito e o homem é suspeito de laivos nacionalistas. A assim entramos no e agora algo completamente diferente: "Os homens que odeiam as mulheres"ou Millenium 01, de Stieg Larsson, um começo demasiadas vezes adiado, com a visualização dos filmes no bucho. Esqueçam a versão americana. Irei até ao Millennium 03. O resto é mercado de transferências.